Janeiro / 2013

Em Janeiro de 2013, foi feito o primeiro relato da presença do patógeno Perkinsus marinus em amostras oficiais coletadas por fiscais do Ministério da Pesca e Aquicultura no município de Lucena/PB. O patógeno foi encontrado nas ostras da espécie Crassostrea rhizophorae, que é uma espécie nativa e susceptível ao protozoário. Segundo o Coordenador do Laboratório Oficial Central do Ministério da Pesca e Aquicultura - AQUACEN, Professor Henrique César Pereira Figueiredo, “apesar da presença do agente infeccioso, todas as ostras da região amostradas não apresentavam sinais clínicos da doença, sendo consideradas apenas como portadores assintomáticos do protozoário”.

Reportagem publicada em 18/02/2013 no site da Escola de Veterinária da UFMG.

O P. marinus pode causar infecções graves e mortalidade considerável quando alcança os cultivos da ostra Crassostrea gigas, a ostra do pacífico, que é cultivada em larga escala no litoral do Estado de Santa Catarina. Por isso, a partir dos resultados laboratoriais, a equipe do MPA, com o apoio técnico do AQUACEN, estabeleceu medidas de controle de trânsito para preservar as áreas produtoras de ostras não atingidas, por meio da portaria MPA nº 4, de 31 de janeiro de 2013. O caso foi informado imediatamente à Organização Mundial de Saúde Animal, que publicou a notificação em seu site oficial no dia 31 de janeiro de 2013. Veja o documento na integra clicando aqui.